quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mensagem de Arecibo


Em 1974, Carl Sagan e outros físicos lançaram um sinal através do satélite SETI(Search for Extra Terrestrial Intelligence) em Porto Rico (esse que acabara de ser construído) para que, caso houvesse vida fora daqui, captariam o sinal e enviariam algo de volta. A mensagem era constituída por código binário e falava dos nossos principais elementos quimicos(H,C,N,O,P), mostrava o formato do nosso corpo, nossa localização no sistema solar, e mais alguns detalhes.


Então, em 2001,  apareceram na Inglaterra, dois crop circles inusitados(para quem não sabe o que é crop circle, ver http://www.novaera-alvorecer.net/os_crop_circles.htm ). Um deles com o formato parecido do sinal enviado.



(Lembrando que essas medidas em cm ou metros foram antes dadas em comprimento de onda, depois transformadas, para que a compreensão alheia ficasse mais fácil).


E agora o crop circle ao lado do da mensagem:



             Não dá para dizer que foram mãos humanas ou equipamentos de tecnologia terrestre que fizeram isso, uma vez que a forma com que o trigo foi entrelaçado afetou a genética da planta.
              Aí nos perguntamos: "Mas se eles queriam se comunicar conosco, por que não fizeram a transmissão por ondas de rádio?"
Talvez eles quisessem que a mensagem fosse vista mais amplamente, talvez não...vai saber, né? 








sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Protestos no Egito - Experiência de Mohammed Sisi





Mohammed Sisi, 20 anos, ex estágiário do banco NSGB, e agora estudante de Administração da ASU (Universidade do Egito), e meu amigo virtual do facebook, em conversa casual, contou-me que participou dos protestos no Egito. (Para entender o motivo dos protestos, clique aqui: http://noticias.r7.com/internacional/noticias/entenda-a-crise-no-egito-20110128.html )


Quem quiser adicioná-lo e saber mais informações, este é o facebook dele:

http://www.facebook.com/profile.php?id=100000380990045


Mohammed, quando trabalhava no banco NSGB como estagiário




Sisi: First we went to streets in 25 january,but we were just few hundreds…then at night of 25 january the protests reached thousands…in 26 january this was the first day for me in street (Primeiro nós fomos para as ruas dia 25 de janeiro, mas éramos poucas centenas…então na noite do mesmo dia os protestos alcançaram milhares..no dia 26 foi meu primeiro dia na rua).

I went with protests and the police was around us but ddnt hit us until that moment.suddenly they attacked us with sticks and gas bombs I cried alot in this revolution ( coz of the bombs of gas ) (Eu fui aos protestos e a policia estava em torno de nós, mas não nos atingiu até aquele momento. De repente nos atacaram com bastões e bombas de gás. Eu chorei muito nessa revolução, por causa das bombas de gas lacrimogêneo).


We were just say the people want to change the system,just this.Then suddenly they attacked us! (Nós só dizíamos que as pessoas queriam mudar o sistema, só isso. Então, de repente nos atacaram[os policiais]).

The very bad day was 28 january. The protests reached millions around all cairo and all egypt. So police used more violance with us. In 4 pm the police started shot us, and i saw alot of people daying in front of my eyes.more than 500 persons died in this day.I didnt shot this day thank god!But I was about to shot coz when i was in street a shot reached a person was verrrrry near of mee i didnt shot this day thank god (O pior dia foi 28 de janeiro. Os protestos alcançaram milhões em todo o Cairo e todo o Egito, então a policia se usou de mais violência conosco. Às quatro da tarde a policia começou a atirar, e eu vi muitas pessoas morrerem diante dos meus olhos.Mais de 500 pessoas morreram nesse dia. Eu não tomei tiro esse dia graças a deus [Alá] Mas eu quase levei, porque eu estava na rua e um tiro alcançou uma pessoa que estava muito perto de mim!).

Did u know about eltahrir square ? (Você sabe sobre “El tahrir square”?)

Eu: Is it a place? (é um local?)

Sisi: I will tell you. (Eu lhe contarei)

in the night of 28 january,the police surronded,so allll protests went to huge square here in cairo called eltahrir

and we stayed in it we were about 4 millions there protests stayed there 24 hours daily, until 11 february, when mubarak,the president, left. I was to the protests with my friends, and a neighbour(who died). A friend of my friend died too, with a shot in head from the police sniper. (Na noite do dia 28, a policia cercou, então todos os protestos se mudaram para uma praça aqui no Cairo chamada Eltahrir e nós ficamos nela…éramos cerca de 4 milhões e lá os protestos continuaram 24 horas por dia, até dia 11 de fevereiro, quando o presidente Mubarak renunciou. Eu fui aos protestos com alguns amigos, e um vizinho (que morreu). Um amigo do meu amigo morreu também, com um tiro na cabeça, vindo de um policial).


Eu: Do you regret? (Você se arrepende?)


Sisi: Noooo, not at all!!Im proud of going to it! And i will proud of it as much as i live! (Lógico que não! Estou orgulhoso de ter ido! E me orgulharei enquanto eu viver!)




sábado, 10 de setembro de 2011

Análise de Seriado

A série Glee, lançada pela Fox no ano de 2009, é uma das mais assistidas não só pelos norte-americanos, mas pelo mundo todo. Nela está representada uma espécie de micro sociedade, com divergências de povos etnias culturas, mascarada sob um grupo musical dentro de um colégio de Ohio. Como primeiríssima análise, superficial, parece apenas um seriado musical. Como análise um pouco menos superficial, percebe-se a existência de simbologias ali. E com uma terceira análise, mais aprofundada ainda, pode-se inferir que Glee nada mais é que um artifício imperialista dos EUA, que procuram mostrar sua soberania a qualquer custo.Pode-se fazer uma forte ligação com os contextos de Controle Social. Por exemplo, as normas estabelecidas por aquele grupo, os padrões, o devido respeito a diferença nos grupos faz com que as pessoas se tornem cada vez mais obedientes a um sistema, onde geralmente o sistema é controlado por um só, mais ambicioso, que usa, por trás dessas idéias aparentemente perfeitas, esconde um poder manipulador colossal sobre as mentes das pessoas. Esse seriado também faz parte do contexto de Indústria Cultural e Controle Social (assim como a maioria dos programas televisivos) pois procura de certo modo divertir e alienar todas as faixas etárias, conforme a variedade de personagens (há para todos os gostos e idades), mas que também, por debaixo dos panos, vai manipulando e com aparentes histórias inocentes vai lhe tragando aos poucos, até você se tornar um indivíduo completamente nas mãos deles.
A começar, vamos analisar alguns personagens e seus valores simbólicos.
William Schuester é um professor de espanhol, um pouco fracassado, mas que teve um passado brilhante como cantor do antigo clube glee de sua escola. Ele resolve assumir o atual grupo glee do colégio em que leciona. Note: professor de Espanhol nos remete à cultura hispana, o que nos faz lembrar também da cultura latina. O seriado mostra que ele é fracassado ao dar aulas de Espanhol (liga-se fracasso com cultura hispano-americana) e por isso vai dirigir um coral. Seu passado brilhante se remete à estrela de ser um garoto popular norte americano no colégio. Relaciona-se brilhante com o quê? Garoto popular norte-americano.
Na primeira temporada, William tem uma esposa chamada Terri Schuester, que é a típica madame norte americana, metida e com o nariz empinado, apesar de ser gerente de uma loja de toalhas, panos e lençois. Ela tem um subalterno chamado Howard Bamboo, um latino que foi morar nos EUA, é disléxico e só sabe contar até 30. Seu único dom é sua voz. Como Terri é uma mandona, ela o humilha até não poder mais.
Mercedes é uma jovem protestante negra excluída que encontra seu mundo no coral do colégio. Da mesma forma seu amigo Kurt, um homossexual assumido que sempre enfrentou o preconceito. Talvez os EUA queiram mostrar com esse personagem que ele é um país que abrange esse tipo de comportamento, como forma de se redimir de toda brutalidade que já fez com as minorias, uma vez que mostra que quem é contra(no caso, o valentão,gordo, que bate em Kurt) nada mais é do que um reprimido que queria ser homo também mas tem medo de assumir. Eles não só mostram o garoto, como um casal de garotas populares que são lésbicas.
Há um episódio que mostra todas as religiões, aliás, todas vírgula, não mostra os muçulmanos, uma vez que não há personagens muçulmanos na história (por que será né?) há dois judeus(Rachel e Puck), uma protestante(Mercedes), dois ateus (Kurt, o homossexual a treinadora das líderes de torcida), dois católicos(Quinn,a líder de torcida, e Finn, o jogador de futebol) uma mãe-de-santo(que aparece só em um episódio) e dois budistas(o casal Tina e Mike), um hinduísta(diretor Figgins)mas nenhum muçulmano. E por falar nesses dois budistas, a menina namorava um deficiente físico, mas largou dele para ficar com o outro garoto japonês da escola, como forma de dizer que: japoneses ficam com japoneses, não se misturam, e o resto que se dane.
Também não há russos na história. E, de exemplo de japoneses, somente aquele casal mesmo (isso na primeira temporada), que é tímido e tem medo de enfrentar a sociedade, e talvez representem grande parte da comunidade asiática(coreanos, chineses, todos generalizados, como se não houvesse diferenças culturais entre eles). E árabes, nem pensar. Engraçado que esses três são ou foram inimigos diretos dos EUA...
Sue é uma treinadora que nasceu na Guatemala, mas tem vergonha de assumir isso, por isso conseguiu ter a nacionalidade estadunidense. Ela é uma das vilãs da série, rancorosa, mandona, autoritária,odeia o professor de espanhol Will(percebe-se a analogia professor de espanhol, com colonização espanhola, mas nesse caso, ajudada pelos Estados Unidos, ela consegue ter uma relação de superioridade a ele-que tem medo dela.) só pensa em vencer, tem mágoas, e tem uma irmã deficiente, com síndrome de down, que foi muito caçoada na infância, um dos motivos da treinadora ter tantas mágoas de todos. Por isso,ela (Sue) estabelece como seu braço direito uma estudante com síndrome de down. Note que colocaram a garota especial como assistente,subalterna e só porque a treinadora tem pena, e pelo fato de pesar sua consciência por ter uma irmã assim.
Finn é o típico garoto norte americano bobo e popular, que acaba se simpatizando e se apaixonando pela judia Rachel, que tem o sonho de ser uma estrela. Essa analogia pode ser feita com a parcialidade que a ONU tem por Israel nos conflitos contra os árabes. Há até um episódio onde Rachel conversa com Finn a respeito dos filhos que eles terão, ela dizendo que eles serão judeus, e ele, tão apaixonado por ela, mal presta atenção no que ela diz e aceita numa boa.
Puck é o outro judeu, o pegador, mandão, que se acha, e tem o corpo atlético e sedutor. Ele pega todas as líderes de torcida populares. Ele chega a namorar Rachel por um tempo, uma vez que os pais dele querem que ele tenha relacionamento com uma judia, mas não dão certo. Talvez seja para mostrar que os judeus por si só não dariam certo, e precisam dos norte-americanos.
O indiano hinduísta diretor Figgins é chantageado pela treinadora Sue que quer todas as verbas da escola para ela. Por isso ela vive fazendo ameaças ao diretor, encontrando fotos comprometedores dele e o chantageando dessa forma. Ele, apesar de não gostar de liberar o dinheiro para ela, temendo as ameaças acaba por fazê-lo. Essa analogia pode ser feita pelo fato de os EUA ameaçarem os países inferiores a liberar verba, mas estes mesmos não estão dispostos a sacrifício nenhum para liberar a verba deles (EUA).
Na segunda temporada, logo no primeiro capítulo, entra mais uma japonesa na escola. A principio, Rachel, a judia, começa a fazer amizade com essa garota, mas quando percebe que a asiática tem potencial, sobe certa inveja à cabeça de Rachel e ela tenta destruir a asiática de todas as formas, até que consegue fazer a asiática mudar de escola. Pode-se fazer uma analogia a respeito de que,os judeus, aliados dos Estados Unidos, podem vencer qualquer um.
Na segunda temporada também entra um típico playboy metido, que começa a namorar a principal líder de torcida, que antes namorava o principal jogador do time de futebol. Bem típico de séries norte-americanas, mostrando aquele estereótipo de garotos e garotas populares perfeitos.

No seriado, eles mostram o clube glee, ao final da primeira temporada, perdendo uma competição, mas bem ao final os mostram felizes e se divertindo, e tendo a esperança de um recomeço. Isso quer passar uma mensagem de que você deve aceitar que você perdeu,e, mesmo que você não ganhe, você deve ficar feliz e esperar pacientemente pela próxima vez(outra forma de controle social, modelando indivíduos a aceitarem passivamente a derrota) Também mostra uma das líderes de torcida, que engravidou jovem, podendo ter a chance de entregar seu bebê a alguém bom para cuidar da criança, e a líder de torcida teve a chance de se recuperar emocionalmente e retomar sua vida. Nisso se vê um forte apelo emocional que a mídia proporciona a fim de que o telespectador se mobilize com a história, a fim de dar mais audiência ainda à série.
Também mostram o estereótipo de uma garota loira, bonita, mas completamente burra, mas tem todos os garotos. E o estereótipo de nerd para o garoto especial, da cadeira de rodas. Ou seja, vai aí a mensagem: seja burra e você terá todos que quiser.
E também há a treinadora do time de futebol, Bestie, de origem francesa, que é meio mal tratada ali pelos demais professores (vê-se aí a relação de poder entre norte-americanos e europeus).
Por todos esses estereótipos,e por toda essa máscara que os EUA andam utilizando para manipular várias faixas etárias de uma vez só por meio de um aparentemente inocente seriado, onde se vê o processo de legitimação sendo efetivado, pois é percebido que há o controle por meio da persuasão.

domingo, 21 de agosto de 2011

Breve visão da política nacional

Desde seu berço republicano, a política nasceu ruim. Aliás, desde D. Pedro administração é ruim. Hoje está podre. Esse modelo de aliança política entre Poder Executivo e sua base de apoio no Congresso Nacional está se desintegrando de tão horrível. Para manter-se no poder, Maquiavel já dizia que o governante deve-se utilizar dos meios que tiver. Transpondo para o Brasil, uma das ações é demitir os corruptos. Isso já está acontecendo, a observar pela faxina de ministros que ocorre. Mas isso não é o suficiente. É necessário agir no institucional, elaborar leis que reforcem a ética de conduta dos congressistas.
O termo Reforma Política pode assustar muitos, mesmo que seja o hino de muitos revolucionários. Mas em um país como o Brasil, onde a voz jovem se mantém quase calada desde o fim da Ditadura Militar, fazer uma reforma política é quase inviável. Não há um grupo forte e digno que possa comandar esse processo. Um projeto de lei que começasse a fechar as brechas para a corrupção parece utópico, mas seria um bom começo.
O que era para ser um confronto ideológico se torna uma busca voraz pelo acúmulo de eleitores. Disputas entre políticos que geram disputas entre cidadãos sem o menor senso crítico, apoiando cegamente um candidato, isso quando a pessoa não liga para política e já joga o clichê "ah, política não se discute" para se livrar de suas obrigações civis.
Ambos os extremismos são falhos. Política se discute sim. Politicagem e corrupção também. Diferença entre política e politicagem? Política é (ou deveria ser) a ciência de organização de um Estado. Politicagem é um ato mesquinho de políticos, como a compra de votos e a negligência à saúde pública, por exemplo.
Discutir se político A é melhor do que B não leva a nada. É como se discutisse qual é o melhor cantor ou time de futebol. O que se deve levar em pauta é se determinado partido que está no poder está ou não fazendo a coisa certa, se há falhas na administração, se pode ou não melhorar. O combate à corrupção é pacote incluso, desde que se tenha civilidade por parte da nação e força de vontade em melhorar esse país.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Cartas de velhos conhecidos

"Olá. Vocês devem me conhecer muito bem, apesar de eu não conhecer todos vocês pelo nome. De qualquer forma, devo ter listado em algum lugar a data de nascimento e o local do mesmo de todos vocês. Tenho acesso a toda a história de vocês, notas da escola, fichas na polícia..sim, eu sei quando vocês aprontam feio. E sim, eu posso puní-los quando eu quero, e quando vocês merecem. Aliás, posso punir até quando vocês não merecem. Posso vigiá-los à vontade.
Quando eu nasci? Isso vocês aprendem na escola, geralmente por professores pagos por quem? Por mim. Bom, não faço muito esforço para que vocês aprendam mais do que o básico na escola. Sobre assuntos ao meu respeito, não quero que vocês saibam mais do que meu surgimento e algumas passagens sobre minha existência. Muitas vezes, escondo meus 'podres' e não deixo que vocês tenham senso crítico. Legal,né? Assim eu posso ser autoritário o quanto eu quero e vocês ficam caladinhos, concordando com tudo e com medo da minha repressão. Mas, meus bebês, não precisam ter medo. Não sou um bicho de sete cabeças. Eu só gosto das coisas do meu jeito. Não gosto de rebeldes, só isso. Gosto de jovens bem educados e que sigam meus preceitos, sejam eles qual forem.Sinceramente, não estou nem aí para sua família ou seus amigos. Para mim, o que importa é a grana que eu recebo deles. Estou parecendo egoísta e egocêntrico, não acham? Me desculpem, é que eu uso essa grana para minha própria proteção. Entenda, é uma questão de honra. Há outros como eu que querem se mostrar mais poderosos. Aliás, isso é uma briga mundial. Os outros como eu querem se mostrar uns mais potentes do que outros. Não é culpa minha (Tá,só um pouco.Mas não é só culpa minha. É culpa também dos outros como eu.)Pela minha última fala, vocês devem achar que, a culpa sendo em parte minha, eu deveria fazer alguma coisa para melhorar,né. Mas, vejam pelo meu lado: se eu ceder, posso parecer fraco, e o que eu sou e todo o meu poderio cairiam por terra. Não, isso não.Quando os garotos entram na idade militar, eu me sinto gratificado. Dei emprego a seus pais, escola e educação básica, alimentação, para que, aos 18 anos, ele me ajude e me sirva. Dessa forma, me sinto mais seguro. E isso é bom.Em partes, meu passado me condena. Mas diz aí, eu sou o erro que solucionou o vosso problema, não acham? Vocês, que se dizem cidadãos, não fazem nada para mudar essa tal 'sociedade'. Pelo menos, vigiando e controlando vocês, eu mantenho a ordem e um possível progresso. 'Ordem e progresso'..(me soa familiar)...não é isso que vocês querem? Pois é. Então não falem nada.Alguns de vocês já sacaram quem eu sou. Outros ainda estão em dúvida, e outros ainda (estão do jeito que eu quero) não fazem a menor ideia de quem eu sou mas concordaram com tudo que eu disse acima. Bom, prazer eu sou o Estado. O Estado Sou Eu.''


Resposta: (Enviada pelo blogueiro Victor Jaime, do blog " Livremente Presos " )
Ah quanto tempo! Lembra de mim? talvez não. Você me abandonou. Logo eu que te dei esse poder. Eu que te desenvolvi e te anunciei ao mundo. Eu que passei anos e anos sendo o principal motivo pra você existir. E você me largou junto a seu " passado". Pensei que você iria lembrar de mim quando estivesse forte como é hoje. Mas não. Você mudou seus amigos. E logo para os meus piores inimigos. Mas eu encontrei novos amigos também. E juntos vamos derrubá-lo e refazê-lo. Se prepare pois eu derrubei muitos antes de você. E vou fazer o mesmo com você. Um dos meus amigos é um pouco impulsivo. mas sob meu controle ele será a minha arma. Ele também já te viu as vezes. Ja até lutaram entre si. Ele perdeu umas vezes... e ganhou outras. mas agora que eu juntei meus amigos vou acabar com você. A união faz a força não é? PREPARE-SE. E meu outro amigo andou sendo dilubriado com seus métodos. E quando tentava agir corretamente, você intervia. E isso me deixou irado. Não só a mim mas aos que você iludiu. Sei que a culpa foi minha por ter permitido "frouxar" suas correntes da coleira que eu segurava. Acabou que você escapou e me matou. Alias matou a mim e a meu 1º amigo. E o meu 2º amigo foi forçado a trabalhar pra você já que era necessário usá-lo pra " apagar seus podres" e proteger seus novos amigos. MAS NÓS VOLTAMOS. Estamos ficando cada vez mais fortes esperando uma brecha sua para destruir de vez seus planos horriveis! JA LEMBROU DE MIM? OU DE MEU AMIGO NUMÉRO 1? E O NUMERO 2? Ah.. o amigo numero 2... Eu tive que reeducá-lo. E para tanto tive que pegar a unica parte dele que ainda tinha senso moral verdadeiro e a partir dessa (pequena) parte que sobrou.. ir multiplicando -o que nem a divisão celular meiótica e faze-lo crescer pra ter forças pra derrubar essa cópia suja que você impos a seu controle. SABE QUEM SOMOS? PRAZER AMIGO NUMERO 1 ( REVOLUÇÃO) , AMIGO NÚMERO 2 ( JUSTIÇA) e eu... IGUALDADE! PREPARE-SE... Nós ficamos mais fortes e vamos voltar...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Interpretação de Injection - Rise Against

Oi pessoal! Aqui estou de volta. Dessa vez, trazendo um conteúdo mais útil. A maioria já deve conhecer a banda Rise Against. É de uns rockeiros "politicamente corretos": Não fumam, não bebem, não usam drogas, são vegetarianos e participam de uma ong de proteção aos animais. E, como se isso já não fosse o bastante, as letras são totalmente voltadas para críticas sociais, então nunca se deve olhar com desprezo para o conteúdo delas, por mais "simples" que algumas pareçam ser.Aí vai a primeira, espero que gostem!

Rise Against- Injection


Após assistir, confira a letra e a tradução, para podermos interpretá-la da melhor maneira possível (logo abaixo da tradução).


Injeção
Você passa os dias contando as horas em que fica acordado?
E, quando a noite cobre o céu, você se encontra fazendo o mesmo
Há um fardo que vem em sua postura, em contradição as suas orações
Como a luz apagada dentro do seu coração você se lembra
Como é se importar?
Joelhos estão fracos, mãos tremulantes, não posso respirar.
Então, me dê a droga,
Mantenha-me vivo
De-mê o que falta em minha vida
Não me deixe ir, whooooa
Coloque o plug, me deixe respirar
Por mim mesmo, estou finalmente livre.
Não me deixe ir,

A trilha de migalhas que você deixou em algum lugar, se perdeu ao longo do caminho
Se você nunca pensou em sair, então, tudo que tem a fazer é ficar
Mas as memórias que nos assombram, carinhosamente, estão como sempre
Como as que nos levam mais perto do céu, não importa o quão cinza.
E, ainda caio por essas nuvens, alcançando, gritando
Então, me dê a droga,
Mantenha-me vivo
De-mê o que falta em minha vida
Não me deixe ir, whooooa
Coloque o plug, me deixe respirar
Por mim mesmo, estou finalmente livre.
Não me deixe ir,
O controle afrouxa, mas nunca quebra (NUNCA QUEBRA)
Nós não carregamos nada, além de um nome que você irá abandonar
Suas palavras estão sempre lá para evitar minha queda(Evitar minha queda!)
Nelas encontro conforto para ver por tudo isso
Guie-me por águas inexploradas
Antes de perdermos nossos caminhos novamente
Você será meu compasso.
Eternamente? Até que o eterno acabe?
Joelhos estão fracos, mãos tremulantes,
Não posso respirar.
Então, me dê a droga,
Mantenha-me vivo
De-mê o que falta em minha vida
Não me deixe ir, whooooa
Coloque o plug, me deixe respirar
Por mim mesmo, estou finalmente livre.
Não me deixe ir



Injection
Rise Against
Composição: rise against
Do you spend your days counting the hours you're awake ? 
And when night covers the sky you find yourself doing the same 
It's a burden you've been burying in spite of all your prayers 
As the light turns off inside your heart do you remember 
What it's like to care
Knees are weak, hands are shaking, i can't breathe
Give me the drug, 
Keep me alive, 
Give me whats left of my life 
Dont let me go 
Pull this plug, let me breath 
On my own i'm finally free 
Dont let me go
The trail of crumbs you left somehow got lost along the way 
If you never meant to leave then you only had to stay 
With the memories that haunt us, i charish just the same 
As the ones that bring us closer to the sky, no matter how grave
Yet i fall through these clouds and she's screaming
Give me the drug, 
Keep me alive, 
Give me whats left of my life 
Dont let me go 
Pull this plug, let me breath 
On my own i'm finally free 
Dont let me go
This grip loosens but it never breaks 
We carry nothing but a name you will forsake 
Your words are always there to break my fall 
And now I find the comfort to see through it all
Guide me through uncharted waters 
Before we lose our way again 
Will you be my compass 
Until forever, until forever ends
Knees are weak, hands are shaking 
I can't breathe
Give me the drug, 
Keep me alive, 
Give me whats left of my life 
Dont let me go 
Pull this plug, let me breath 
On my own I'm finally free 
Dont let me go (x3)


Vamos à interpretação:

Aparentemente, essa música se aplicaria a um jovem que está em depressão e no vício das drogas. Os mais leigos diriam até que é uma apologia, o que seria um absurdo afirmar, levando em consideração o exemplo que os integrantes nos querem mostrar com sua política de vivência.
A primeira pergunta que devemos nos fazer é: De que tipo de droga ele está falando? É daquelas químicas, como crack ou heroína? Provavelmente não.
A música pode estar sim falando tanto de um jovem como de qualquer cidadão cansado de viver nesse sistema, nesse ciclo "que vem em sua postura, em contradição as suas orações" ocasionando a ele um fardo. Seu cansaço é tanto, que ele necessita de um "ópio", de algo que dê esperanças a ele, simbolizado pela música através das palavras "droga" e "plug". O autor quis fazer menção às ideologias ditas por Marx, que têm por fim mascarar a realidade, ou seja, "colocar o plug". Com essa realidade maquilada, o indivíduo pensa então estar livre, o que lhe dá uma sensação de conforto, assim como uma droga.
Outra passagem que merece atenção especial é "Se você nunca pensou em sair, então, tudo que tem que fazer é ficar"-Sair de onde? Ficar aonde?
Uma analogia que pode ser feita é àquela com referência ao mito da caverna, de Platão, onde os leigos se encontram dentro de uma caverna, e aqueles que buscam saber e conhecer a dura realidade tentam sair da caverna, e com isso se machucam muito até descobrir a realidade. Portanto, aquele que nunca saiu, prefere ficar confortável dentro da caverna, como se estivesse sob um efeito entorpecente, pedindo mais dessa "droga".
Na verdade, há muito mais coisas a se explorar nessa música. Isso aqui apenas é uma colher de chá. Espero que reflitam a respeito.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Crônica II

Eu tinha um livro. Folhas amareladas, capa acinzentada. Me acompanhava em todas as horas. Principalmente nos momentos tristes e tediosos. Era meu companheiro favorito. Esse livro me provocava as sensações pseudo eruditas mais variadas. Desde certa intriga ao ver os protagonistas discutindo ironicamente, até largos risos com o final supostamente feliz. Era sempre o mesmo sorriso cada vez que eu terminava de ler, como se eu esperasse um final diferente toda vez. Apesar de saber que era igual, eu não me decepcionava. Era uma alegria maior não precisar ter surpresas ruins ao final do livro. O marca páginas era um guardanapo, ainda sujo de gordura de batata frita, degustada na segunda vez que o livro fora lido. E aquela já era a quinta vez. A quinta, em menos de três meses. As vezes me perguntava quando esse vício iria acabar. Mas não era vício que fazia mal. Este não. E, apesar to vocabulário das páginas ter sido praticamente decorado, as palavras pareciam ter um significado diferente, novo, a cada vez que o lia novamente. Alguns segundos descritos em capítulos fazia-me valorizar cada instante da vida, por mais ínfimo que fosse. O enredo, em si, não importa. Mais uma história de aventura. Ou talvez um romance. Espanta-te eu não me lembrar do enredo? É porque talvez eu não queira me lembrar. Se eu fosse contar o enredo, ia parecer mais uma novela fútil do que uma descrição viva de situações.
Cheguemos ao ponto. O livro era bom, o livro era perfeito. Eu podia tê-lo até hoje, como edição para colecionadores. Mas não. Um brutamontes roubou de mim logo no quarto mês após a aquisição do mesmo. E, na minha frente, jogou em um bueiro. Nunca mais vi o tal livro. Poderia ter comprado outro, mas não. Preferi degustar esse sofrimento que me fez parecer o quanto a vida é injusta para o ser humano.